segunda-feira, 8 de março de 2010
Johnny Depp na revistra Gloss
Na revista Gloss do mês de março, há uma reportagem sobre Alice e Johnny Depp com várias fotos. A idição da revista é N° 30.
Revista brasileira "Movie" traz matérias sobre Alice!
A revista MOVIE traz reportagens e fotos de alice no País das Maravilhas na edição n° 5.
Voce pode conferir tambem um especial sobre "Alice" no site da revista: http://movie.uol.com.br//conteudo.php?id=1505
Voce pode conferir tambem um especial sobre "Alice" no site da revista: http://movie.uol.com.br//conteudo.php?id=1505sábado, 6 de março de 2010
Alice pode ser o novo Avatar nas bilheterias
Segundo o DeadLine, Alice no País das Maravilhas, estreou bem nas bilheterias norte-americanas neste sexta-feira (5 de março), com US$45 milhões arrecadados. Se a boa renda se confirmar durante o fim de semana, o longa poderá chegar aos US$120 milhões, impulsionando pela venda de ingressos para sessões em 3D. Este número é superior a cifra alcançada no primeiro fim de semana de Avatar - o grande recordista de bilheteria de todos os tempos, com mais de US$2,5 bilhões arrecadados no mundo - nos cinemas dos EUA, que somou em seu lançamento US$ 77 milhões.
Helena diz que Depp não sabe dançar
" A dança que ele faz em Alice faz Johnny parecer que realmente é bom nisso- o que ele não é!" disse a atriz Helena Bonham Carter.
"Ele pode fazer muitas coisas, mas ele não pode dançar".
"Ele não consegue dançar. em Alice ele dança e está realmente bem escondido o quanto ele é terrível. Em Sweeney Todd nós falamos fazendo uma dança e nós fomos colocados na máquina de rodar. Mas eu estava grávida, era segredo, então eu comecei a me sentir muito mal e precisava me sentar."
"Ele pode fazer muitas coisas, mas ele não pode dançar".
"Ele não consegue dançar. em Alice ele dança e está realmente bem escondido o quanto ele é terrível. Em Sweeney Todd nós falamos fazendo uma dança e nós fomos colocados na máquina de rodar. Mas eu estava grávida, era segredo, então eu comecei a me sentir muito mal e precisava me sentar."
quinta-feira, 4 de março de 2010
Johnny Depp diz que pretende fazer vinhos na França
Segundo a revista francesa "VSD", Johnny Depp afirmou ter um desejo secreto de produzir vinhos. " Mas vou guardá-lo para mim antes de ousar comerciá-lo" disse.
" A região onde vivo é muito interessante. O lugar é famoso pelo vinho rosé, que é muito bom, mas apesar disso, prefiro o tinto."
Depp que mora no sudeste da França, com sua esposa Vanessa Paradis e seus dois filhos, diz:
" Com a Vanessa e as crianças vivo em pequeno vilarejo no sul e tenho a impressão de estar no paraíso. É uma propriedade com cerca de 30 acres e sabe o que eu faço lá? Absolutamente nada."
" A região onde vivo é muito interessante. O lugar é famoso pelo vinho rosé, que é muito bom, mas apesar disso, prefiro o tinto."
Depp que mora no sudeste da França, com sua esposa Vanessa Paradis e seus dois filhos, diz:
" Com a Vanessa e as crianças vivo em pequeno vilarejo no sul e tenho a impressão de estar no paraíso. É uma propriedade com cerca de 30 acres e sabe o que eu faço lá? Absolutamente nada."
Johnny elogia Penelope Cruz
Johnny depp disse estar muito feliz de poder voltar a trabalhar com a atriz Penélope Cruz que também trabalhará em "Piratas do Caribe".
Depp afirmou que Penélope é uma profissional que está disposta a tudo, além de ter senso de humor.
sobre seu personagem o capitão Jack Sparrow, ele afirma:" É uma parte de mim, adoro ele". Depp tambem garantiu que aceitou interpretar o personagem ser ter lido uma linha do roteiro, mas admitiu que sabia mais ou menos o que teria que fazer.
Depp afirmou que Penélope é uma profissional que está disposta a tudo, além de ter senso de humor.
sobre seu personagem o capitão Jack Sparrow, ele afirma:" É uma parte de mim, adoro ele". Depp tambem garantiu que aceitou interpretar o personagem ser ter lido uma linha do roteiro, mas admitiu que sabia mais ou menos o que teria que fazer.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Alice's Theme por Danny Elfman
Escute a música Alice's Theme que faz parte da trilha sonora de Alice no País das Maravilhas, composta por Danny Elfman.
Clique no link e confira no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=yW0FieYfiM4&feature=player_embedded
Clique no link e confira no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=yW0FieYfiM4&feature=player_embedded
Cosmopolitan conversou com Johnny Depp
A reportagem a seguir foi publicada pela Cosmopolitan em 26/02. Segue a tradução:
Nossos sonhos tornaram-se realidade essa semana quando dividimos um quarto com o possivelmente homem mais gato do planeta, Sr. Johnny Depp.
No hotel Dorchester, Johnny se juntou ao resto da lista "A" do elenco e diretor de Alice no PAís das Maravilhas antes da pré-estréia do fantástico filme em Londres, na noite passada.
Quando perguntando sobre sua receita para o sucesso, o ator, usando seu chapéu (uma de suas marcas registradas) e seu óculos coloridos, disse que tudo dependia de "sortes e oportunidades" provando que le não é só um gato, mas também modesto.
A estrela, que já colaborou com Tim Burton em outros seis filmes, brincou com a esposa do diretor, a atriz Helena Bonham Carter, sobre a relação próxima dos dois (Tim & Burton) dizendo "nós só passamos a ter dificuldades quando ela entrou em sua vida...eu perdi meu espaço!" Nós só podemos nos sentir tristes por ela - mas se há alguém com quem gostaríamos de compartilhar nossa relação seria com Johnny Depp.
Acredite ou não o ator disse estar surpreso de ainda fazer sucesso entre as garotas. "Claramente o photoshop de álguem ainda funcionando muito bem se adolescentes ainda estão comprando posteres com minha foto." Claramente, voce não vê o que nós vemos, Johnny!
Nossos sonhos tornaram-se realidade essa semana quando dividimos um quarto com o possivelmente homem mais gato do planeta, Sr. Johnny Depp.
No hotel Dorchester, Johnny se juntou ao resto da lista "A" do elenco e diretor de Alice no PAís das Maravilhas antes da pré-estréia do fantástico filme em Londres, na noite passada.
Quando perguntando sobre sua receita para o sucesso, o ator, usando seu chapéu (uma de suas marcas registradas) e seu óculos coloridos, disse que tudo dependia de "sortes e oportunidades" provando que le não é só um gato, mas também modesto.
A estrela, que já colaborou com Tim Burton em outros seis filmes, brincou com a esposa do diretor, a atriz Helena Bonham Carter, sobre a relação próxima dos dois (Tim & Burton) dizendo "nós só passamos a ter dificuldades quando ela entrou em sua vida...eu perdi meu espaço!" Nós só podemos nos sentir tristes por ela - mas se há alguém com quem gostaríamos de compartilhar nossa relação seria com Johnny Depp.
Acredite ou não o ator disse estar surpreso de ainda fazer sucesso entre as garotas. "Claramente o photoshop de álguem ainda funcionando muito bem se adolescentes ainda estão comprando posteres com minha foto." Claramente, voce não vê o que nós vemos, Johnny!
Mais uma entrevista com Depp em Londres
Você já era um fã do livro?
Quem não é? “Alice no País das maravilhas” é um dos 25 maiores livros de todos os tempos. Eu sempre amei o livro e eu sempre amei os vários personagens, a natureza psicodélica e aquela espécie de histórias alegóricas dentro de [outras] histórias. Eu sempre achei que era lindo’.
Como você se focou para o papel?
Tive que reler o livro não muito tempo antes e havia linhas em que eu fiquei bastante fascinado, que eu achei que fossem pistas para o personagem, bem pequenas. O Chapeleiro Maluco faz uma declaração: “Investigo coisas que começam com a letra M,” e nunca lidam com isso no resto do livro. É por causa do mercúrio. Ele não podia se lembrar bem disso. Lembrou-se do M. Foi o mais longe que ele conseguiu [risos]. E naturalmente você pensa Chapeleiro, “louco como um chapeleiro”, que a coisa toda vem de envenenamento de mercúrio, porque usavam mercúrio no processo de fazer chapéus, e os caras começavam a ficar estranhos.
Você disse que a idéia para a aparência do Chapeleiro chegou muito rapidamente.
Foi quase num instante. Quero dizer, tive uma idéia bem forte de como ele devia ser, e claro, falei com o Tim sobre ele e quis estar certo de que estaria ok. Quando Tim e eu nos reunimos, retirei minhas pequenas pinturas e Tim retirou seus desenhos e eles não eram muito diferentes. Tim disse “gosto do cabelo alaranjado”. Ele gostou do rosto multicolorido, pintado – como um palhaço esquisito, suponho.
Seus personagens sempre vêm próximos [um do outro] tão rápido?
Houve um par que chegou bem rápido; então outros você encontra. Isso é realmente estranho, quando eles [equipe do filme] chegam algumas semanas depois que você já terminou de interpretar e você vai, “M*rda! Posso voltar e refilmar o material”? E voltei e refilmei o material. Mas o Chapeleiro veio muito rápido. Assim como o Capitão Jack.
É verdade que você baseou o Chapeleiro em alguém que você conhece?
Há uma pessoa, em particular, que é o ingrediente principal para o Chapeleiro e se dissesse quem é eles provavelmente ficariam chateados. É alguém com quem eu tive contato e fiquei fascinado pelo modo que essa pessoa falou. E então eu soube, quando encontrei a pessoa, que eu ia absorver tanto quanto pudesse, e um dia usaria num personagem. E fiz.
Li uma entrevista com sua parceira Vanessa Paradis onde que ela alegou que você roubou a idéia dos espaços entre os dentes do Chapeleiro dela!
[Risos] Bem, talvez um pouco… O francês chama os dentes com um espaço no meio de “les dents de bonheur” – “os dentes da felicidade”. São como dentes de boa sorte, sabe? Sabe o passou na minha cabeça inicialmente? Que eu então tinha usado os dentes dela – acho que eles são tão bonitinhos e tudo mais – mas eu realmente pensava em Terry-Thomas. Tive essa coisa meio Terry Thomas na minha cabeça.
Às vezes seu Chapeleiro fala com um sotaque Escocês, outras vezes inglês. O sotaque Escocês foi baseado em alguém em particular?
Fiz um escocês oriental, como Aberdeen, em “Em busca da Terra do Nunca” e eu sempre fui meio interessado em Glasgow porque há um verdadeiro perigo nisso.
Como você pensa que puristas de Carroll reagirão ao filme?
Não vá vê o filme, cara! Um purista de Roald Dahld sem dúvida não deve assistir meu Wonka. Mas se é purista, não assiste o Wonka de Gene Wilder porque Roald Dahl não estava particularmente entusiasmado com isso. São entidades tão separadas. Pegamos estes personagens do livro e pegamos um par de cambalhotas e voltas.
Você trabalhou com Burton em sete filmes. O que acontece que você continua voltando a trabalhar com ele?
Ele deixa tanto espaço para você brincar, trabalhar. É a oportunidade que você sonha quando é um ator, de dizer, “Eu gostaria de tentar algo. Pode ser um lixo, mas eu gostaria de tentar e ver se funciona”. Se você está disposto a fazer algo e não tenta pressionar um pouco mais, qual é objetivo, especialmente com um personagem com o Chapeleiro maluco. Tim te dá esse espaço, essa flexibilidade.
Depois de Alice, você foi para Porto Rico filmar The Rum Diary, uma adaptação do romance de Hunter S. Thompson com o diretor Bruce Robinson, que não faz um novo filme desde Jennifer Eight em 1992. Como foi trabalhar com ele?
Pois é cara, ele estava fora… por quase 17 anos ou algo assim. Ele simplesmente não queria mais. Acho que a última coisa que aconteceu foi ele conhecer a coisa do estúdio e descobriu que é algo tão cruel que não quis tentar de novo. Então ele só escreveu, se divertiu e fez o que fez.
Você está prestes a estrelar um quarto Piratas esse verão (americano), assim como interpretar “Tonto” em The Lone Ranger e reunir com Burton para Dark Shadows, mas antes você está filmando “The Tourist” com Angelina Jolie. Como é tudo isso?
The Tourist é algo que meio que chegou junto com Angelina Jolie já escalada pra ele e pareceu bom. Parece algo diferente para mim. Se for relacionado a qualquer coisa do gênero esperto, ganha um ar de “Intriga Internacional” que eu gosto. Eu já a vi em algumas coisas (trabalhos) e ela parece ser realmente ótima, você sabe: parece uma boa garota. Ama sua família, ama seu marido, ama o trabalho.
Quem não é? “Alice no País das maravilhas” é um dos 25 maiores livros de todos os tempos. Eu sempre amei o livro e eu sempre amei os vários personagens, a natureza psicodélica e aquela espécie de histórias alegóricas dentro de [outras] histórias. Eu sempre achei que era lindo’.
Como você se focou para o papel?
Tive que reler o livro não muito tempo antes e havia linhas em que eu fiquei bastante fascinado, que eu achei que fossem pistas para o personagem, bem pequenas. O Chapeleiro Maluco faz uma declaração: “Investigo coisas que começam com a letra M,” e nunca lidam com isso no resto do livro. É por causa do mercúrio. Ele não podia se lembrar bem disso. Lembrou-se do M. Foi o mais longe que ele conseguiu [risos]. E naturalmente você pensa Chapeleiro, “louco como um chapeleiro”, que a coisa toda vem de envenenamento de mercúrio, porque usavam mercúrio no processo de fazer chapéus, e os caras começavam a ficar estranhos.
Você disse que a idéia para a aparência do Chapeleiro chegou muito rapidamente.
Foi quase num instante. Quero dizer, tive uma idéia bem forte de como ele devia ser, e claro, falei com o Tim sobre ele e quis estar certo de que estaria ok. Quando Tim e eu nos reunimos, retirei minhas pequenas pinturas e Tim retirou seus desenhos e eles não eram muito diferentes. Tim disse “gosto do cabelo alaranjado”. Ele gostou do rosto multicolorido, pintado – como um palhaço esquisito, suponho.
Seus personagens sempre vêm próximos [um do outro] tão rápido?
Houve um par que chegou bem rápido; então outros você encontra. Isso é realmente estranho, quando eles [equipe do filme] chegam algumas semanas depois que você já terminou de interpretar e você vai, “M*rda! Posso voltar e refilmar o material”? E voltei e refilmei o material. Mas o Chapeleiro veio muito rápido. Assim como o Capitão Jack.
É verdade que você baseou o Chapeleiro em alguém que você conhece?
Há uma pessoa, em particular, que é o ingrediente principal para o Chapeleiro e se dissesse quem é eles provavelmente ficariam chateados. É alguém com quem eu tive contato e fiquei fascinado pelo modo que essa pessoa falou. E então eu soube, quando encontrei a pessoa, que eu ia absorver tanto quanto pudesse, e um dia usaria num personagem. E fiz.
Li uma entrevista com sua parceira Vanessa Paradis onde que ela alegou que você roubou a idéia dos espaços entre os dentes do Chapeleiro dela!
[Risos] Bem, talvez um pouco… O francês chama os dentes com um espaço no meio de “les dents de bonheur” – “os dentes da felicidade”. São como dentes de boa sorte, sabe? Sabe o passou na minha cabeça inicialmente? Que eu então tinha usado os dentes dela – acho que eles são tão bonitinhos e tudo mais – mas eu realmente pensava em Terry-Thomas. Tive essa coisa meio Terry Thomas na minha cabeça.
Às vezes seu Chapeleiro fala com um sotaque Escocês, outras vezes inglês. O sotaque Escocês foi baseado em alguém em particular?
Fiz um escocês oriental, como Aberdeen, em “Em busca da Terra do Nunca” e eu sempre fui meio interessado em Glasgow porque há um verdadeiro perigo nisso.
Como você pensa que puristas de Carroll reagirão ao filme?
Não vá vê o filme, cara! Um purista de Roald Dahld sem dúvida não deve assistir meu Wonka. Mas se é purista, não assiste o Wonka de Gene Wilder porque Roald Dahl não estava particularmente entusiasmado com isso. São entidades tão separadas. Pegamos estes personagens do livro e pegamos um par de cambalhotas e voltas.
Você trabalhou com Burton em sete filmes. O que acontece que você continua voltando a trabalhar com ele?
Ele deixa tanto espaço para você brincar, trabalhar. É a oportunidade que você sonha quando é um ator, de dizer, “Eu gostaria de tentar algo. Pode ser um lixo, mas eu gostaria de tentar e ver se funciona”. Se você está disposto a fazer algo e não tenta pressionar um pouco mais, qual é objetivo, especialmente com um personagem com o Chapeleiro maluco. Tim te dá esse espaço, essa flexibilidade.
Depois de Alice, você foi para Porto Rico filmar The Rum Diary, uma adaptação do romance de Hunter S. Thompson com o diretor Bruce Robinson, que não faz um novo filme desde Jennifer Eight em 1992. Como foi trabalhar com ele?
Pois é cara, ele estava fora… por quase 17 anos ou algo assim. Ele simplesmente não queria mais. Acho que a última coisa que aconteceu foi ele conhecer a coisa do estúdio e descobriu que é algo tão cruel que não quis tentar de novo. Então ele só escreveu, se divertiu e fez o que fez.
Você está prestes a estrelar um quarto Piratas esse verão (americano), assim como interpretar “Tonto” em The Lone Ranger e reunir com Burton para Dark Shadows, mas antes você está filmando “The Tourist” com Angelina Jolie. Como é tudo isso?
The Tourist é algo que meio que chegou junto com Angelina Jolie já escalada pra ele e pareceu bom. Parece algo diferente para mim. Se for relacionado a qualquer coisa do gênero esperto, ganha um ar de “Intriga Internacional” que eu gosto. Eu já a vi em algumas coisas (trabalhos) e ela parece ser realmente ótima, você sabe: parece uma boa garota. Ama sua família, ama seu marido, ama o trabalho.
terça-feira, 2 de março de 2010
Patti Smith fala sobre a premiere de Alice

A cantora/escritora e poeta Patti Smith falou brevemente sobre a premiere de Alice no país das maravilhas, de Tim Burton, usando uma réplica exata das botas usadas pelo chapeleiro maluco no filme. Na quinta-feira a noite eu fui à estréia de Alice no país das maravilhas,de Tim Burton, usando uma réplica exata das botas usadas pelo Chapeleiro Maluco no filme. São de couro dourado e o interior de couro é laranja brilhante, com palavras do Chapeleiro Maluco meio que queimadas nelas. Vamos apenas dizer que eu conheci Johnny Depp e a sua família há algum tempo e eu fui sortuda. Atuei nos mesmos festivais que sua companheira, Vanessa Paradis, e conheci ela primeiro.
Johnny e eu somos totalmente ratos de biblioteca. Quando eu era jovem eu lia as Aventuras de Alice no País das maravilhas repetidamente e pensava: “Pergunto-me se Alice já voltou ao
País das maravilhas”? Bem agora, graças a Tim Burton, finalmente eu sei.
Johnny e eu somos totalmente ratos de biblioteca. Quando eu era jovem eu lia as Aventuras de Alice no País das maravilhas repetidamente e pensava: “Pergunto-me se Alice já voltou ao
País das maravilhas”? Bem agora, graças a Tim Burton, finalmente eu sei.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Tradução da entrevista de Depp e Burton no Friday Night com Jonathan Ross
Parte 1
Ross: Bom tê-los aqui. Obrigado por virem. Eu sei que trabalham com outras pessoas, mas sempre quando penso nos filmes de [Tim] ou nos filmes de [Johnny], penso em vocês como um par. Faz 20 anos desde o primeiro trabalho em Edward Mãos de Tesoura?
Tim: Um dia dissemos que parece que trabalhamos juntos por dez décadas [risos].
Ross: Johnny era a primeira pessoa em mente para fazer Edward Mãos de Tesoura ou você estava procurando pela pessoa certa?
Tim: Eu nunca vi o seriado que ele fazia, Anjos da Lei, mas sabia sobre ele. Depois que o conheci, soube que ele era aquele personagem, que sempre era mal compreendido. Ele era aquele ''garoto poster'', mas em seu interior havia algo diferente e o personagem Edward é sobre isso.
Ross: Você era um ídolo teen na época do programa de TV, estava em todas as revistas...
Johnny: Estavam trabalhando muito no processo de criar um personagem que as pessoas engolissem. Eu fui mal representado, na realidade. Porque até onde sabia eu era um ator fazendo meu trabalho.
Ross: E você não gostou disso.
Johnny: Eu não conheço ninguém que poderia, é bem estranho... ir de não poder pagar o aluguel até essa bizarra situação, de repente.
Ross: Você decidiu mudar a direção e mudar o jeito que as pessoas te percebiam.
Parte 2
Johnny: Sim... eu queria seguir o caminho que quisesse. Eu não queria me tornar o produto de ninguém, basicamente.
Ross: Sabe, isso é muito estranho. Você está falando de um jeito muito diferente ao que estou acostumado [risos]. Eu não tenho te visto sendo você mesmo há algum tempo. Você sempre está falando ''assim, como uma pessoa maluca... Oh, meu chocolate!'' [risos]. Você faz aquelas vozes nos filmes e agora está falando como um homem adulto.
Johnny: Estranho, não é?
Ross: Eu esperava que falasse normalmente com uma ''voz do tipo Michael Jackson'' [risos]. Eu imagino que você seja uma pessoa estranha... [risos]
Johnny: Eu já fui acusado de ser estranho.
Ross: Você gosta de ser estranho?
Johnny: Eu... sabe... prefiro ir pelo caminho que prefiro. [risos]
Tim: Ele é estranho [risos].
Ross: Vindo de você é alguma coisa, porque você prefere o lado estranho da vida, não é?
Tim: E o que é estranho?
Ross: Vocês dois são [risos]. Essa parceria claramente funciona. Vocês se sentem confortáveis com ela. Mas trabalham com outras pessoas em outros filmes. Você prefere que Johnny esteja no filme?
Tim: Se eu sentir que é o papel certo e que ele vai gostar. Ele está disposto a tentar qualquer coisa. Ele também não gosta de parecer com ele mesmo e nunca viu um filme que fizemos juntos.
Ross: Você não se assiste?
Johnny: Não consigo.
Ross: Você não gosta de se ver na tela, não gosta da performance?
Johnny: Eu prefiro acompanhar a experiência do processo e apenas isso.
Ross: Você deveria assistir, pois alguns deles são muito bons [risos].
Johnny: [Alice no País das Maravilhas] eu quero ver, porque Tim foi muito além.
Ross: E essa foi uma experiência muito marcante. E não é a história do jeito que lembramos, é um angulo e um período diferentes.
Tim: Acho que vi umas 20 versões e todas tentaram ser de alguma maneira bem literais de acordo com o livro, o que fez com que os absurdos não tivessem um ar tão forte. O que gostei sobre tudo isso foi que é uma representação diferente, mas ainda com a ideia dos personagens de Lewis Carroll como me lembro, com o Chapeleiro, o Gato Risonho, personagens tão icônicos em que tentamos focar.
Ross: Um filme marcante. Há realmente coisas muito diferentes. Jane [minha esposa] adorou, e meus filhos também. Não é como um conto de fadas.
Tim: Alice é dark, sabe, há alguma coisa que diz ''beba-me'', ''coma-me'' e que você não sabe o que é. É politicamente incorreto, de alguma forma. Tem sido inspiração para músicos, artistas, e está na subconsciência de todos.
Ross: Você interpreta o Chapeleiro Maluco, que é uma pessoa maluca. Você tentou captar, não uma pessoa insana de uma maneira depressiva, mas alguém que foi tocado pela loucura.
Johnny: Sim, alguns são tocados pela loucura, mas também são confundidos por ela. A ideia é que se você é completamente louco e não sabe disso, você está livre, mas se está completamente louco e sabe disso há algum tipo de trauma, algum dano. O que tentamos fazer foi esse anel de emoções humano, ele vai de uma severa depressão a uma intensa raiva...
Ross: Como pessoas bipolares...
Johnny: Sim, esse tipo de coisa.
Ross: Eu acho que essa é uma das suas melhores performances ou a melhor performance de todas. Acho que é incrível.
Johnny: Muito obrigado.
[...]
Tim: Minhas mãos ainda cheiram a produtos químicos.
Ross: Mas isso não tem nada a ver com filme... [risos]
Como vocês mudaram ao decorrer desses 20 anos?
Parte 3
Ross: Vocês tiveram muitas experiências, ambos são bem-sucedidos e tem família. Há mudanças que vocês não esperavam ver?
Johnny: Tim tem que lutar menos para me colocar nos filmes.
Ross: As pessoas acham que você sempre foi um grande astro, mas durante anos não foi.
Johnny: Eu era o veneno das grandes bilheterias [risos] como costumavam me chamar.
Ross: É tão estranho pensar nisso agora. Acho que foi por causa de Piratas do Caribe...
Johnny: Acho que teve algo a ver, sim.
Ross: Como reagiram a sua atuação?
Johnny: Eles definitivamente se aborreceram [risos].
Ross: E você teve que sentar com eles e falar sobre?
Johnny: Sim, eu tive que sentar em uma grande sala de conferencia e falar com homens adultos sobre a quantidade de dentes de ouro e o que tinha no meu cabelo.
Ross: Eles tiveram que decidir o número de acessórios que teria em seu cabelo?
Johnny: Praticamente isso [risos]. Foi muito estranho.
Ross: Mas você deveria estar confiante que o que estava fazendo estava certo.
Johnny: Sim, estava. Eu fiz escolhas por personagens em que acreditei. Eu basicamente sentei e disse que aquele era o personagem e se não gostassem dele, poderiam sentir-se a vontade para me demitir... e me pagar [risos].
Ross: Mas foi um sucesso fenomenal e há um quarto a caminho, você confirma?
Johnny: Há um quarto a caminho, estamos vendo o roteiro...
Ross: E será o mesmo diretor? Gore Verbinski?
Johnny: É um novo diretor desta vez, Rob Marshall, que fez Nine e Chicago, um cara muito interessante.
Tim: Será um musical, não é? [risos]
Ross: Você já fez um musical, Sweeney Todd, onde cantou, pois quando você tinha uma banda há anos atrás você apenas tocava guitarra e não cantava.
Johnny: Nunca...
Ross: Você gostou da experiência de cantar?
Johnny: Não [risos] Eu fiquei incrivelmente desconfortável. Ficar a frente do microfone pela primeira vez em sua vida aos 40 anos ou isso...
Ross: E agora no novo filme, Tim te encorajou a dançar.
Johnny: Sim.
Ross: E é uma bela dança. Gerada por computadores...
Tim: O futterwacking...
Ross: Esse é o nome da dança, a propósito. Na primeira vez, quando questionaram ''Como será?'' você disse ''Ele irá futterwack''? [risos]
Johnny: Não tenho permissão para fazer, os médicos disseram para ficar longe do meu futterwacking durante um mês.
Ross: Seu covarde [risos].
Johnny: É o meu joelho.
Ross: Ok, Johnny, você não pode dançar por causa do seu joelho...
Johnny: Tim poderia mostrar um pouquinho [risos].
Tim: Não posso girar minha cabeça [risos].
Ross: Keith Richards apareceu no último Piratas do Caribe. Você está fazendo um filme sobre ele, não é?
Johnny: É algo que falamos durante anos, mas enfim tivemos um momento para nos reunir. Basicamente, é o que Keith fez esses anos, sentando por aí, conversando, nos hotéis, bebendo... Nós documentamos. Então é algo que estamos realizando juntos e fizemos durante 5 dias e deu tudo certo, ele é incrível.
Ross: Quando está perto dele você ainda reage como ''Eu estou sentado ao lado de Keith Richards!''
Johnny: O tempo todo. Quando falamos sobre épocas passadas dos Stones...
Ross: Deve haver uma chance dele não se lembrar de tudo, não é? [risos]
Johnny: Tenho que dizer que ele tem uma boa memória.
Ross: Tenho certeza que muitas pessoas quando viram Piratas do Caribe 1 e perceberam que havia parte de Keith, a ideia de ter os dois juntos era animadora e quando ele finalmente apareceu foi um grande momento!
[...]
Ross: Presumindo que gosta de filmes de piratas, quando vê outros filmes pensa ''eu teria feito isso ou aquilo''?
Tim: Não, porque eu sei o que está envolvido ao fazer um filme. Só me preocupo com o que eu estou fazendo. Mas é ótimo, pois talvez o sucesso de Johnny facilite para eu trabalhar com ele novamente.
Parte 4
Ross: É um grande risco empregar dinheiro em algo que pode ser estranho. Você tem confiança em sua própria visão?
Tim: Confiança, estupidez, ignorância, o que seja, mas é um desejo de fazer o que queremos e tenho tido sorte desde o início. Tive a chance de sempre fazer o que quero.
Ross: Você mora na maior parte do tempo aqui no Reino Unido e você na França, certo, Johnny?
Johnny: Sim.
Ross: Porque você escolheu a França e não a Inglaterra?
Johnny: A França me deu a oportunidade da verdadeira simplicidade, criar uma família, ser pai. Quando vamos para o sul, não há discussões ou escritórios de cinema, é apenas naturalmente simples e livre.
Ross: Em Los Angeles é como se a indústria tivesse dominado toda cidade, nas escolas, restaurantes...
Johnny: Para todo lugar que vou, todo lugar.
Ross: Você gosta de uma taça de vinho ocasionalmente, não é?
Johnny: Não me importo de tomar [risos].
Ross: E você tem sua própria adega?
Johnny: Não, os franceses não deixaram.
Ross: Eu pensei que tinha.
Johnny: Não deixaram que eu tivesse.
Ross: Porque você não pararia de beber?
Johnny: Eu provavelmente nunca sairia de lá [risos].
Ross: Vocês se encontram quando não estão trabalhando juntos? [Tim] está aqui no Reino Unido e vive com Helena Bonham Carter e tem dois filhos. Então, vocês se encontram, socializam, saem para beber, pescar [risos], fazem compras?
Tim: Quando estamos trabalhamos nos vemos todo hora...
Johnny: E as vezes estamos no mesmo lugar...
Ross: Já tiraram férias juntos?
Tim: Eu não tiro férias nem com minha própria família [risos] Eu teria problemas se tirasse férias com ele [risos].
Ross: Não estou dizendo para ir com ele e deixar sua família em casa [risos] Eu digo, as duas famílias. Mas provavelmente não seria como trabalhar, mas uma continuação.
Johnny: Nós provavelmente desenvolveríamos coisas como programas de TV.
Tim: Um programa de entrevistas em uma banheira [risos] Com os convidados entrando pelados na banheira.
Ross: Bom, eu estou disponível [risos].
Quando preparam um personagem vocês sempre estão ''na mesma página''. As ideias sempre batem?
Johnny: Sim, mesmo com notas no roteiro, quando sentamos para falar sobre o personagem ou sobre a cena e comparamos as anotações, algumas vezes estavam idênticas. Quando levei minha aquarela do Chapeleiro Maluco como o tinha imaginado, os desenhos estavam muito próximos.
Ross: E como Tim é como diretor? Como é a comunicação, pois acredito que você não seja muito comunicativo como diretor no set...
Johnny: Ele é, mas ao mesmo tempo ele sabe exatamente o que quer e mostra com um movimento específico com a cabeça, com as mãos.
Ross: É como uma comunicação entre parentes, como irmãos gêmeos. Deve ser frustrante quando as pessoas fingem que entenderam o que vocês querem [risos].
Tim: Já disseram que nos ouviram conversar e não tinham ideia do que se tratava [risos].
Johnny: Já disseram ''Te ouvi falar com Tim e não entendi nada''.
Tim: É por isso que é preciso nós dois irmos a um programa de entrevistas, talvez um dê sentido ao outro [risos].
Ross: Já ouvi dizer que os personagens que Johnny interpreta são como um alter ego de Tim. Você vê desta forma?
Tim: Quando faz algo você tenta ver a si mesmo, mas é só um pouco disso, pois é o ator que está fazendo, por isso que é uma colaboração. Há muito dele e talvez algumas coisas que eu sinto. Colaboração artística é assim.
Ross: Você acha que transmite a personalidade dele?
Parte 5
Johnny: Não, eu só tento não envergonhá-lo.
Tim: Esse é meu trabalho [risos] Envergonhar as pessoas.
Ross: Gostaria de perguntar... deve ter sido incrível trabalhar com Marlon Brando...
Johnny: Sim, ele era incrível, ele se tornou um grande mentor, amigo, fonte de conhecimento, era incrivelmente generoso e me apoiava.
Ross: Ele te dava conselhos?
Johnny: Sim. Teve uma vez que fui a um programa de entrevistas e me perguntaram sobre meu filhos e eu respondi ''oh, eles estão bem'' e Marlon me ligou logo depois e disse ''você não pode falar sobre seus filhos, não faça isso''.
Ross: Você trabalhou com ele em Don Juan. Você o via como alguém da família ou eram apenas negócios?
Johnny: Quando você conhece alguém lendário, um mito, há uma parte de você que fica estupefado, intimidado, mas ao mesmo tempo ele me fez sentir muito confortável. Então, ''Marlon Brando'' se tornou ''Marlon''. Ele era uma das pessoas mais engraçadas que já conheci.
Ross: Como diretor você já trabalhou com Jack Nicholson, em Batman, você se sentiu intimidado?
Tim: Não, o que é ótimo, pois fazer filmes é surreal e esse foi mais um momento assim. Eu tive sorte, houve apenas um momento em que Jack quase me venceu. Eu lhe dei uma direção bem simples, ele só tinha que sair do banheiro, era a primeira filmagem do filme ''Por favor, apenas saia do banheiro'' e ele, ''Eu fiz mais de cem filmes e você apenas dois!'' e isso quase me atingiu [risos].
Ross: Talvez você não tenha dado instruções especificas...
Tim: Era só sair do banheiro!
[...]
Ross: Que tipo de bêbado você é, Johnny?
Johnny: O constante [risos]
Ross: Você não bebe muito, bebe, Tim?
Tim: Com ele, bebo [risos].
Ross: Deixe-me perguntar sobre o próximo projeto. O próximo filme será juntos?
Johnny: Não, tenho algumas coisas, e Tim e eu estamos trabalhando no desenvolvimento de outras.
Ross: Será Dark Shadows?
Tim: Sim [...] Dark Shadows foi como uma novela sobrenatural com a mais estranha vibe que já vi em um programa.
Johnny: Sim, uma novela gótica...
Ross: Era uma história doméstica e romântica, mas havia um vampiro envolvido, certo?
Johnny: Sim...
Tim: Sim, com os piores movimentos de câmera que já vi em toda minha vida. Estranhamente, havia muitas moscas voando no rosto dos atores e eles ainda tentavam atuar [risos]
Ross: E você vai tentar...
Tim: Sim, vou encher uma sala com moscas e os atores fingirão que elas não estão lá [risos].
Ross: Você já deu a Johnny alguma ideia com que ele não se sentisse a vontade? Nós sabemos que você já o fez dançar ''futterwack'' e o fez cantar em Sweeney Todd...
Tim: Pergunte a ele.
Johnny: Eu sempre temi que ele surgisse com alguma coisa que me deixasse desconfortável, como uma dança.
[...]
Ross: Você faria uma comédia romântica?
Johnny: Não, não poderia. De jeito nenhum. [risos]
[...]
Ross: Até quando vocês acham que vai durar? Farão filmes até não poderem mais ou têm algum limite de tempo?
Parte 6
Tim: Enquanto ele ainda não assistir os filmes que fazemos juntos [risos].
Johnny: Sim... Basicamente, eu espero pelo telefonema...
Ross: Ele é seu diretor favorito para trabalhar?
Johnny: Com certeza, é como estar em casa, para mim.
Tim: Estou emocionado [risos].
Ross: Eu já o ouvi dizer a mesma coisa sobre todos os diretores com quem já trabalhou [risos].
Foi ótimo recebê-los aqui. O filme estreia em 5 de março [nos Estado Unidos]. Espero que todos tenham a chance de assistir no cinema em 3D, porque é maravilhoso, quase tão bom quanto Avatar [risos].
Ross: Bom tê-los aqui. Obrigado por virem. Eu sei que trabalham com outras pessoas, mas sempre quando penso nos filmes de [Tim] ou nos filmes de [Johnny], penso em vocês como um par. Faz 20 anos desde o primeiro trabalho em Edward Mãos de Tesoura?
Tim: Um dia dissemos que parece que trabalhamos juntos por dez décadas [risos].
Ross: Johnny era a primeira pessoa em mente para fazer Edward Mãos de Tesoura ou você estava procurando pela pessoa certa?
Tim: Eu nunca vi o seriado que ele fazia, Anjos da Lei, mas sabia sobre ele. Depois que o conheci, soube que ele era aquele personagem, que sempre era mal compreendido. Ele era aquele ''garoto poster'', mas em seu interior havia algo diferente e o personagem Edward é sobre isso.
Ross: Você era um ídolo teen na época do programa de TV, estava em todas as revistas...
Johnny: Estavam trabalhando muito no processo de criar um personagem que as pessoas engolissem. Eu fui mal representado, na realidade. Porque até onde sabia eu era um ator fazendo meu trabalho.
Ross: E você não gostou disso.
Johnny: Eu não conheço ninguém que poderia, é bem estranho... ir de não poder pagar o aluguel até essa bizarra situação, de repente.
Ross: Você decidiu mudar a direção e mudar o jeito que as pessoas te percebiam.
Parte 2
Johnny: Sim... eu queria seguir o caminho que quisesse. Eu não queria me tornar o produto de ninguém, basicamente.
Ross: Sabe, isso é muito estranho. Você está falando de um jeito muito diferente ao que estou acostumado [risos]. Eu não tenho te visto sendo você mesmo há algum tempo. Você sempre está falando ''assim, como uma pessoa maluca... Oh, meu chocolate!'' [risos]. Você faz aquelas vozes nos filmes e agora está falando como um homem adulto.
Johnny: Estranho, não é?
Ross: Eu esperava que falasse normalmente com uma ''voz do tipo Michael Jackson'' [risos]. Eu imagino que você seja uma pessoa estranha... [risos]
Johnny: Eu já fui acusado de ser estranho.
Ross: Você gosta de ser estranho?
Johnny: Eu... sabe... prefiro ir pelo caminho que prefiro. [risos]
Tim: Ele é estranho [risos].
Ross: Vindo de você é alguma coisa, porque você prefere o lado estranho da vida, não é?
Tim: E o que é estranho?
Ross: Vocês dois são [risos]. Essa parceria claramente funciona. Vocês se sentem confortáveis com ela. Mas trabalham com outras pessoas em outros filmes. Você prefere que Johnny esteja no filme?
Tim: Se eu sentir que é o papel certo e que ele vai gostar. Ele está disposto a tentar qualquer coisa. Ele também não gosta de parecer com ele mesmo e nunca viu um filme que fizemos juntos.
Ross: Você não se assiste?
Johnny: Não consigo.
Ross: Você não gosta de se ver na tela, não gosta da performance?
Johnny: Eu prefiro acompanhar a experiência do processo e apenas isso.
Ross: Você deveria assistir, pois alguns deles são muito bons [risos].
Johnny: [Alice no País das Maravilhas] eu quero ver, porque Tim foi muito além.
Ross: E essa foi uma experiência muito marcante. E não é a história do jeito que lembramos, é um angulo e um período diferentes.
Tim: Acho que vi umas 20 versões e todas tentaram ser de alguma maneira bem literais de acordo com o livro, o que fez com que os absurdos não tivessem um ar tão forte. O que gostei sobre tudo isso foi que é uma representação diferente, mas ainda com a ideia dos personagens de Lewis Carroll como me lembro, com o Chapeleiro, o Gato Risonho, personagens tão icônicos em que tentamos focar.
Ross: Um filme marcante. Há realmente coisas muito diferentes. Jane [minha esposa] adorou, e meus filhos também. Não é como um conto de fadas.
Tim: Alice é dark, sabe, há alguma coisa que diz ''beba-me'', ''coma-me'' e que você não sabe o que é. É politicamente incorreto, de alguma forma. Tem sido inspiração para músicos, artistas, e está na subconsciência de todos.
Ross: Você interpreta o Chapeleiro Maluco, que é uma pessoa maluca. Você tentou captar, não uma pessoa insana de uma maneira depressiva, mas alguém que foi tocado pela loucura.
Johnny: Sim, alguns são tocados pela loucura, mas também são confundidos por ela. A ideia é que se você é completamente louco e não sabe disso, você está livre, mas se está completamente louco e sabe disso há algum tipo de trauma, algum dano. O que tentamos fazer foi esse anel de emoções humano, ele vai de uma severa depressão a uma intensa raiva...
Ross: Como pessoas bipolares...
Johnny: Sim, esse tipo de coisa.
Ross: Eu acho que essa é uma das suas melhores performances ou a melhor performance de todas. Acho que é incrível.
Johnny: Muito obrigado.
[...]
Tim: Minhas mãos ainda cheiram a produtos químicos.
Ross: Mas isso não tem nada a ver com filme... [risos]
Como vocês mudaram ao decorrer desses 20 anos?
Parte 3
Ross: Vocês tiveram muitas experiências, ambos são bem-sucedidos e tem família. Há mudanças que vocês não esperavam ver?
Johnny: Tim tem que lutar menos para me colocar nos filmes.
Ross: As pessoas acham que você sempre foi um grande astro, mas durante anos não foi.
Johnny: Eu era o veneno das grandes bilheterias [risos] como costumavam me chamar.
Ross: É tão estranho pensar nisso agora. Acho que foi por causa de Piratas do Caribe...
Johnny: Acho que teve algo a ver, sim.
Ross: Como reagiram a sua atuação?
Johnny: Eles definitivamente se aborreceram [risos].
Ross: E você teve que sentar com eles e falar sobre?
Johnny: Sim, eu tive que sentar em uma grande sala de conferencia e falar com homens adultos sobre a quantidade de dentes de ouro e o que tinha no meu cabelo.
Ross: Eles tiveram que decidir o número de acessórios que teria em seu cabelo?
Johnny: Praticamente isso [risos]. Foi muito estranho.
Ross: Mas você deveria estar confiante que o que estava fazendo estava certo.
Johnny: Sim, estava. Eu fiz escolhas por personagens em que acreditei. Eu basicamente sentei e disse que aquele era o personagem e se não gostassem dele, poderiam sentir-se a vontade para me demitir... e me pagar [risos].
Ross: Mas foi um sucesso fenomenal e há um quarto a caminho, você confirma?
Johnny: Há um quarto a caminho, estamos vendo o roteiro...
Ross: E será o mesmo diretor? Gore Verbinski?
Johnny: É um novo diretor desta vez, Rob Marshall, que fez Nine e Chicago, um cara muito interessante.
Tim: Será um musical, não é? [risos]
Ross: Você já fez um musical, Sweeney Todd, onde cantou, pois quando você tinha uma banda há anos atrás você apenas tocava guitarra e não cantava.
Johnny: Nunca...
Ross: Você gostou da experiência de cantar?
Johnny: Não [risos] Eu fiquei incrivelmente desconfortável. Ficar a frente do microfone pela primeira vez em sua vida aos 40 anos ou isso...
Ross: E agora no novo filme, Tim te encorajou a dançar.
Johnny: Sim.
Ross: E é uma bela dança. Gerada por computadores...
Tim: O futterwacking...
Ross: Esse é o nome da dança, a propósito. Na primeira vez, quando questionaram ''Como será?'' você disse ''Ele irá futterwack''? [risos]
Johnny: Não tenho permissão para fazer, os médicos disseram para ficar longe do meu futterwacking durante um mês.
Ross: Seu covarde [risos].
Johnny: É o meu joelho.
Ross: Ok, Johnny, você não pode dançar por causa do seu joelho...
Johnny: Tim poderia mostrar um pouquinho [risos].
Tim: Não posso girar minha cabeça [risos].
Ross: Keith Richards apareceu no último Piratas do Caribe. Você está fazendo um filme sobre ele, não é?
Johnny: É algo que falamos durante anos, mas enfim tivemos um momento para nos reunir. Basicamente, é o que Keith fez esses anos, sentando por aí, conversando, nos hotéis, bebendo... Nós documentamos. Então é algo que estamos realizando juntos e fizemos durante 5 dias e deu tudo certo, ele é incrível.
Ross: Quando está perto dele você ainda reage como ''Eu estou sentado ao lado de Keith Richards!''
Johnny: O tempo todo. Quando falamos sobre épocas passadas dos Stones...
Ross: Deve haver uma chance dele não se lembrar de tudo, não é? [risos]
Johnny: Tenho que dizer que ele tem uma boa memória.
Ross: Tenho certeza que muitas pessoas quando viram Piratas do Caribe 1 e perceberam que havia parte de Keith, a ideia de ter os dois juntos era animadora e quando ele finalmente apareceu foi um grande momento!
[...]
Ross: Presumindo que gosta de filmes de piratas, quando vê outros filmes pensa ''eu teria feito isso ou aquilo''?
Tim: Não, porque eu sei o que está envolvido ao fazer um filme. Só me preocupo com o que eu estou fazendo. Mas é ótimo, pois talvez o sucesso de Johnny facilite para eu trabalhar com ele novamente.
Parte 4
Ross: É um grande risco empregar dinheiro em algo que pode ser estranho. Você tem confiança em sua própria visão?
Tim: Confiança, estupidez, ignorância, o que seja, mas é um desejo de fazer o que queremos e tenho tido sorte desde o início. Tive a chance de sempre fazer o que quero.
Ross: Você mora na maior parte do tempo aqui no Reino Unido e você na França, certo, Johnny?
Johnny: Sim.
Ross: Porque você escolheu a França e não a Inglaterra?
Johnny: A França me deu a oportunidade da verdadeira simplicidade, criar uma família, ser pai. Quando vamos para o sul, não há discussões ou escritórios de cinema, é apenas naturalmente simples e livre.
Ross: Em Los Angeles é como se a indústria tivesse dominado toda cidade, nas escolas, restaurantes...
Johnny: Para todo lugar que vou, todo lugar.
Ross: Você gosta de uma taça de vinho ocasionalmente, não é?
Johnny: Não me importo de tomar [risos].
Ross: E você tem sua própria adega?
Johnny: Não, os franceses não deixaram.
Ross: Eu pensei que tinha.
Johnny: Não deixaram que eu tivesse.
Ross: Porque você não pararia de beber?
Johnny: Eu provavelmente nunca sairia de lá [risos].
Ross: Vocês se encontram quando não estão trabalhando juntos? [Tim] está aqui no Reino Unido e vive com Helena Bonham Carter e tem dois filhos. Então, vocês se encontram, socializam, saem para beber, pescar [risos], fazem compras?
Tim: Quando estamos trabalhamos nos vemos todo hora...
Johnny: E as vezes estamos no mesmo lugar...
Ross: Já tiraram férias juntos?
Tim: Eu não tiro férias nem com minha própria família [risos] Eu teria problemas se tirasse férias com ele [risos].
Ross: Não estou dizendo para ir com ele e deixar sua família em casa [risos] Eu digo, as duas famílias. Mas provavelmente não seria como trabalhar, mas uma continuação.
Johnny: Nós provavelmente desenvolveríamos coisas como programas de TV.
Tim: Um programa de entrevistas em uma banheira [risos] Com os convidados entrando pelados na banheira.
Ross: Bom, eu estou disponível [risos].
Quando preparam um personagem vocês sempre estão ''na mesma página''. As ideias sempre batem?
Johnny: Sim, mesmo com notas no roteiro, quando sentamos para falar sobre o personagem ou sobre a cena e comparamos as anotações, algumas vezes estavam idênticas. Quando levei minha aquarela do Chapeleiro Maluco como o tinha imaginado, os desenhos estavam muito próximos.
Ross: E como Tim é como diretor? Como é a comunicação, pois acredito que você não seja muito comunicativo como diretor no set...
Johnny: Ele é, mas ao mesmo tempo ele sabe exatamente o que quer e mostra com um movimento específico com a cabeça, com as mãos.
Ross: É como uma comunicação entre parentes, como irmãos gêmeos. Deve ser frustrante quando as pessoas fingem que entenderam o que vocês querem [risos].
Tim: Já disseram que nos ouviram conversar e não tinham ideia do que se tratava [risos].
Johnny: Já disseram ''Te ouvi falar com Tim e não entendi nada''.
Tim: É por isso que é preciso nós dois irmos a um programa de entrevistas, talvez um dê sentido ao outro [risos].
Ross: Já ouvi dizer que os personagens que Johnny interpreta são como um alter ego de Tim. Você vê desta forma?
Tim: Quando faz algo você tenta ver a si mesmo, mas é só um pouco disso, pois é o ator que está fazendo, por isso que é uma colaboração. Há muito dele e talvez algumas coisas que eu sinto. Colaboração artística é assim.
Ross: Você acha que transmite a personalidade dele?
Parte 5
Johnny: Não, eu só tento não envergonhá-lo.
Tim: Esse é meu trabalho [risos] Envergonhar as pessoas.
Ross: Gostaria de perguntar... deve ter sido incrível trabalhar com Marlon Brando...
Johnny: Sim, ele era incrível, ele se tornou um grande mentor, amigo, fonte de conhecimento, era incrivelmente generoso e me apoiava.
Ross: Ele te dava conselhos?
Johnny: Sim. Teve uma vez que fui a um programa de entrevistas e me perguntaram sobre meu filhos e eu respondi ''oh, eles estão bem'' e Marlon me ligou logo depois e disse ''você não pode falar sobre seus filhos, não faça isso''.
Ross: Você trabalhou com ele em Don Juan. Você o via como alguém da família ou eram apenas negócios?
Johnny: Quando você conhece alguém lendário, um mito, há uma parte de você que fica estupefado, intimidado, mas ao mesmo tempo ele me fez sentir muito confortável. Então, ''Marlon Brando'' se tornou ''Marlon''. Ele era uma das pessoas mais engraçadas que já conheci.
Ross: Como diretor você já trabalhou com Jack Nicholson, em Batman, você se sentiu intimidado?
Tim: Não, o que é ótimo, pois fazer filmes é surreal e esse foi mais um momento assim. Eu tive sorte, houve apenas um momento em que Jack quase me venceu. Eu lhe dei uma direção bem simples, ele só tinha que sair do banheiro, era a primeira filmagem do filme ''Por favor, apenas saia do banheiro'' e ele, ''Eu fiz mais de cem filmes e você apenas dois!'' e isso quase me atingiu [risos].
Ross: Talvez você não tenha dado instruções especificas...
Tim: Era só sair do banheiro!
[...]
Ross: Que tipo de bêbado você é, Johnny?
Johnny: O constante [risos]
Ross: Você não bebe muito, bebe, Tim?
Tim: Com ele, bebo [risos].
Ross: Deixe-me perguntar sobre o próximo projeto. O próximo filme será juntos?
Johnny: Não, tenho algumas coisas, e Tim e eu estamos trabalhando no desenvolvimento de outras.
Ross: Será Dark Shadows?
Tim: Sim [...] Dark Shadows foi como uma novela sobrenatural com a mais estranha vibe que já vi em um programa.
Johnny: Sim, uma novela gótica...
Ross: Era uma história doméstica e romântica, mas havia um vampiro envolvido, certo?
Johnny: Sim...
Tim: Sim, com os piores movimentos de câmera que já vi em toda minha vida. Estranhamente, havia muitas moscas voando no rosto dos atores e eles ainda tentavam atuar [risos]
Ross: E você vai tentar...
Tim: Sim, vou encher uma sala com moscas e os atores fingirão que elas não estão lá [risos].
Ross: Você já deu a Johnny alguma ideia com que ele não se sentisse a vontade? Nós sabemos que você já o fez dançar ''futterwack'' e o fez cantar em Sweeney Todd...
Tim: Pergunte a ele.
Johnny: Eu sempre temi que ele surgisse com alguma coisa que me deixasse desconfortável, como uma dança.
[...]
Ross: Você faria uma comédia romântica?
Johnny: Não, não poderia. De jeito nenhum. [risos]
[...]
Ross: Até quando vocês acham que vai durar? Farão filmes até não poderem mais ou têm algum limite de tempo?
Parte 6
Tim: Enquanto ele ainda não assistir os filmes que fazemos juntos [risos].
Johnny: Sim... Basicamente, eu espero pelo telefonema...
Ross: Ele é seu diretor favorito para trabalhar?
Johnny: Com certeza, é como estar em casa, para mim.
Tim: Estou emocionado [risos].
Ross: Eu já o ouvi dizer a mesma coisa sobre todos os diretores com quem já trabalhou [risos].
Foi ótimo recebê-los aqui. O filme estreia em 5 de março [nos Estado Unidos]. Espero que todos tenham a chance de assistir no cinema em 3D, porque é maravilhoso, quase tão bom quanto Avatar [risos].
Fotos de Johnny em amostra fotográfica no RJ
Várias celebridades irão fazer parte da amostra fotográfica que ficará exposto no Museu de arte moderna, no Rio de Janeiro, entre os dias 16 de março e 2 de maio. O fotógrafo italiano Claudio Carpi, responsável pela mostra, fez registros de sua convivencia com celebridades internacionais e nacionais. Entre as personalidades, estão nomes como Sean Penn, George Clooney, Ethan Hawke, Ewan McGregor, Michelle Rogrigues, Audrey Tautou, Johnny Depp e Monica Bellucci.
Essa é a fotografia de Depp:
Essa é a fotografia de Depp:
Novo trailer do documentário sobre The Doors
O documentário da banda The Doors, "When You're Strange", que teve pré-estréia no Festival de Sundance, ganhou um trailer que vai estrear no circuito comercial americano.
O filme é narrado por Johnny Depp e dirigido pelo cineasta Tom DiCillo. Apesar da crítica dizer que o filme não acrescenta nada que o fã já não saiba sobre a banda, Johnny Depp pareceu não se importar com isso e declarou: " Assistindo a essa hipnótica compilação de imagens inéditas de Jim, John, ay e Robby, eu senti como se visse tudo pelos olhos deles. como um documentário de rock, ou melhor, como qualquer documentário, é impossível fazer uma compilação melhor do que essa. É uma honra poder me envolver nese projeto. Estou muito orgulhoso em poder fazer parte desse filme, assim como me orgulho muito de todos os filmes que eu já fiz". Para assistir o trailer no youtube clik aqui: http://www.youtube.com/watch?v=XR-qzSYsJ9k&feature=player_embedded
O filme é narrado por Johnny Depp e dirigido pelo cineasta Tom DiCillo. Apesar da crítica dizer que o filme não acrescenta nada que o fã já não saiba sobre a banda, Johnny Depp pareceu não se importar com isso e declarou: " Assistindo a essa hipnótica compilação de imagens inéditas de Jim, John, ay e Robby, eu senti como se visse tudo pelos olhos deles. como um documentário de rock, ou melhor, como qualquer documentário, é impossível fazer uma compilação melhor do que essa. É uma honra poder me envolver nese projeto. Estou muito orgulhoso em poder fazer parte desse filme, assim como me orgulho muito de todos os filmes que eu já fiz". Para assistir o trailer no youtube clik aqui: http://www.youtube.com/watch?v=XR-qzSYsJ9k&feature=player_embedded
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